O dia que o mundo virou a Chape!

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Começar o dia com uma notícia dessas é algo surreal. Não conhecia pessoalmente nenhuma das vítimas desta tragédia e mesmo assim não consegui ficar nem um minuto do meu dia pensando em outras pessoas a não ser eles.

Hoje não foi dia de trabalhar, viver, se estressar e se irritar com coisas inúteis, mas sim um dia para refletir sobre o que significa viver. O quanto isso é importante e como valorizamos a nossa estádia por aqui.

Ainda mais neste mundo louco que adora punir os que apenas buscam dar alegria e um motivo de realização para as pessoas. Mesmo que chega pelo esporte, mais precisamente o futebol.

Para quem não sabe, sou palmeirense e vivo intensamente este clube. Suas conquistam me alegram e suas quedas me deixam triste e sem rumo, afetando diretamente a minha vida.

Essa paixão pelo Palmeiras fez eu criar um outro hobby que é o futebol. Assistir jogos de todos os campeonatos, no PS4 jogar apenas Fifa, perder boa parte da minha semana escalando o Cartola F.C., etc.. Muito do que eu sei de mundo eu aprendi com este esporte e sempre ganho novos pseudos times (porque o meu único time é o Palmeiras, não tem como mudar).

Com tudo isso, um time que começou a chamar a minha atenção foi a Chapecoense, que conheci em 2013, quando o meu time jogava pela segunda vez a 2ª divisão do futebol brasileiro, por pura incompetência e desorganização. Este time ficou na cola do meu o campeonato inteiro, inclusive não perdendo para ele nas duas oportunidades que se enfrentaram.

O que mais me incomodava neles, era o fato deles terem vindo do nada e já estarem no nosso pé deste jeito, pois um time considerável pequeno nunca pode estar aos pés dos grandes e poderosos do país, isso esta sempre explícito no futebol e também na vida, por um orgulho bem imbecil. Isso me fez buscar um pouco mais sobre a história deste time e como ele chegou nesta situação na qual retrato acima.

Então descobri que eles estavam em uma ascensão meteórica, onde subiram para 3ª divisão em 2009 e para 2ª divisão em 2012, disputando pela primeira vez neste ano de 2013, com menos participações que o meu time, grande e imponente. Descobri também que ele nasceu da vontade de cidadãos de Chapecó em ter o seu próprio time, que pudesse no futuro ser símbolo da cidade. Suas cores também são verde e branco, assim como o Palmeiras e mesmo com um pouco mais de 40 anos de vida, tinha ambições de um time tradicional que buscava a glória.

Nenhum dos jogos que eu assisti da Chapecoense desde então foram ruins, pois eles sempre tiveram times simples, porém competitivos, mesmo com poucas estrelas à disposição. O que sempre ajudou a eles não terem muito alarde na mídia como um todo. E sem contar a sua torcida, que é tão apaixonada quanto o de qualquer time no Brasil ou no mundo.

Saber de todo este histórico me deixa ainda mais triste pelo o que aconteceu, pois se trata de um trabalho feito nos melhores moldes e que deve servir de exemplo para todos que buscam a perfeição implantada no esporte. Trabalho que estava prestes a colher seus frutos por estar muito perto de seu primeiro título internacional e mesmo que não viesse, já seria espetacular.

Eles podem ter nos deixado em corpo hoje, mas o espírito destes que em vida buscaram mudar o mundo com o esporte estarão sempre por aqui e o símbolo da Chapecoense virou a partir de hoje símbolo de luta e esperança!

#ForçaChape

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