A morte e o preconceito

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Motivos todos temos para protestar, ir a rua e lutar. O nosso país passa por épocas de mudanças, de turbulência, porém com espaço para a glória.

Glória que quase sempre é escondida por rancor, raiva, inveja e até mesmo brutalidade. Em tempos onde você arrisca sua própria vida indo trabalhar ou é ridicularizado por estar confortavelmente fora dos “padrões” do dito “mundo moderno”.

Você cresce com vontade de mostrar ao mundo tudo que ele proporciona, desde as vitórias até as quedas, cresce pensando que toda a história deve ser gravada e usada como exemplo, cresce vendo que o ser humano tem salvação.

E ao mesmo tempo cresce criando barreiras, achando que a sua verdade é única e que não existe nada além de suas ditas “convicções”.

A única questão a ser levantada com isto tudo é a seguinte: É necessário constrangimentos ou até mortes para provar o quanto evoluímos?

Texto em memória ao cinegrafista da “TV Bandeirantes” Santiago Ilídio Andrade, que faleceu hoje aos 49 anos vitima de um tiro de rojão.

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